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quinta-feira, 1 de abril de 2010

ONG Success for Kids inicia ações em São Paulo

Com apoio de Madonna, ONG Success for Kids inicia ações em
São Paulo com orçamento de R$ 15 milhões

Conheça o projeto que fez a cantora vestir a camiseta da Brahma no Carnaval – os recursos arrecadados serão liberados de acordo com metas atingidas.

Como já é de praxe, as duas últimas visitas de “Madonna ao Brasil”, em novembro de 2009 e no Carnaval deste ano, foram alvo de muitas especulações. O namoro da cantora com o DJ e modelo carioca Jesus Luz seguiu chamando atenção, mas o maior motivo de interesse foi o que estava sendo feito com relação à inauguração da sucursal brasileira da ONG Success For Kids, instituto do qual a cantora é porta-voz.

Em nome da causa, Madonna participou de almoços, jantares e reuniões com alguns dos mais poderosos homens do País, de Eike Batista a José Serra, para firmar parcerias que financiariam a SFK no Brasil. Durante o Carnaval a cantora subiu ao camarote da Brahma, vestindo a camiseta da marca, para receber um cheque no valor de US$ 1 milhão das mãos de João Castro Neves, presidente da AmBev. Ao final destes encontros todos, a popstar conseguira reunir US$ 10 milhões (cerca de R$ 15 milhões) a serem investidos nos programas da SFK no Brasil. Mas o que será feito desse dinheiro?

Madonna recebe cheque de US$ 1 milhão da Brahma, durante o Carnaval 2010; em novembro de 2009, visita a favela de Santa Marta ao lado de Sérgio Cabral; e também se encontra com José Serra, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo

Fundada em Los Angeles, em 2001, a SFK atua paralelamente ao ensino básico, com crianças de 8 a 12 anos, na maioria das vezes em situações de risco. Dentro da sala de aula, educadores treinados falam sobre valores humanos, transformação social e habilidades para a vida. O principal objetivo do programa é ensinar a esses jovens a responsabilidade de tomar decisões mais coerentes, além de encorajá-los a exercitar seus potenciais em momentos de desafio. Em quase 10 anos de atuação, a SFK já atendeu mais de 60 mil crianças, além de impactar algo em torno de 100 mil pessoas nos países onde atua. No Brasil, a SFK passa por uma fase de testes desde 2008, em São Paulo e no Rio de Janeiro, e já atendeu 600 crianças.

PRIMEIROS PASSOS

Como prometido, as atividades oficiais da SFK começaram na última semana, na capital paulista. Seis educadores já treinados na metodologia do programa vão oferecer 40 cursos em São Paulo; mais adiante, o número de educadores sobe para 12. Nos próximos dias, outros quatro cursos devem ser iniciados no Rio. Em entrevista, a presidente e fundadora do instituto no Brasil, Estela de Wulf, esclarece seu plano de ação e fala mais sobre o programa. “No Brasil, nosso principal foco são as escolas públicas e jovens vulneráveis a tráfico de drogas, violência doméstica, abuso sexual ou exploração de trabalho infantil“, conta Estela.

Através de parcerias com outras ONGs locais já atuantes, a SFK vai “invadir” a sala de aula para complementar o currículo dos beneficiados. “A educação formal no Brasil é basicamente acadêmica. Pouco se fala sobre transformação social, e é isso que queremos passar às crianças.“

O programa tem no total dois anos de período letivo, com uma aula semanal para cada turma, de 35 alunos. A previsão para até 2012 é de atender 24 mil crianças. Segundo Estela, cada aluno custa em média R$ 600 por ano, e, a cada US$ 1 milhão, o programa é capaz de atender 3 mil jovens. Estela ainda afirma que o custo educacional consome cerca de 80% da verba do programa, com formação de professores (atualmente, no Brasil, apenas os seis educadores iniciais estão aptos a instituir o programa nas escolas), salários, equipe de apoio pedagógico e material didático.

No momento, a SFK Brasil está em fase de estruturação de equipe, além de passar por reajustes no corpo administrativo, devido ao crescimento da demanda de trabalho.

MADONNA PARA CÁ, SFK PARA LÁ

Em conversas com as secretarias de educação, Estela garante que a aceitação ao projeto não encontrou objeções. Depende da análise positiva de Paulo Renato, atual secretário da educação de São Paulo, a criação de um protocolo de intenções da parceria entre a SFK e o Governo. No Rio de Janeiro, a situação é similar, e a SFK já tem aval e recomendação para entrar nas escolas, que podem ou não aderir ao programa por vontade própria.

As instituições beneficiadas não receberão nenhum tipo de caridade, não havendo repasse de dinheiro. Mesmo o curso sendo gratuito, Estela conta que a ONG Crescer Sempre, apoiada pelo grupo Porto Seguro Seguros, remunera a SFK, sendo essa “a melhor maneira de negócio para o terceiro setor, como prestadores de serviço.” Jaime Garfinkel, diretor da Porto Seguro, faz parte do Conselho Consultivo da SFK. Já a ONG Lua Nova, de Araçoiaba da Serra, terá de arcar com os gastos de transporte de suas jovens até São Paulo, onde o curso preparatório para a SFK acontece.

Em todo momento, Estela insiste em desvincular a imagem da SFK da figura da popstar Madonna. “A Madonna foi apenas a porta-voz do programa. Diferente do que se fala, ela não passou o chapéu para os empresários, apenas apresentou nosso trabalho a eles“, afirma. Segundo ela, Madonna é apaixonada pelo projeto e sempre tenta ajudar, do jeito que pode, as diversas filiais da SFK. A cantora não seria responsável pela vinda da SFK ao Brasil, apenas se entusiasmou com a notícia e fez a primeira doação, no valor de US$ 1 milhão. “Ela gosta mesmo do programa, inclusive seus filhos já fizeram o curso do SFK, em Los Angeles.“, conta Estela.

Do valor total arrecadado em donativos, 70% será investido em um fundo nacional. “Desta forma, garantimos a perenidade do patrimônio“, diz Estela. E, diferente do que se fala, os recursos serão liberados apenas de acordo com as metas atingidas, apresentadas em informativos e relatórios institucionais. Além disso, como qualquer OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), os demonstrativos contábeis da SFK serão analisados anualmente por empresas de auditoria especializadas em entidades beneficientes, garantindo a transparência das contas da casa.

Estela evita falar sobre os doadores, mas assegura que a relação com eles é boa, e que muitos inclusive querem que os filhos participem das formações.

Especulações à parte, a verdade é que a realidade da SFK é bem diferente da situação onde se encontra o terceiro setor no Brasil. Muitas adaptações foram feitas para a entrada do instituto no País, mas o orçamento inicial previsto a ser investido é atípico do cenário nacional. O buraco aqui é mais embaixo. Falar sobre valores humanos é importante, mas nossas necessidades são mais básicas, como a falta de comida na mesa ou de assistência médica para as famílias. No Brasil, grande parte das ONGs são focadas em cursos profissionalizantes, que garantem a entrada dos beneficiados no mercado de trabalho, tirando milhares dos subempregos ou da miséria total. Além disso, arrecadações milionárias deste tipo praticamente inexistem, forçando o terceiro setor a investir em captação de recursos e formatação de projetos que dependem, na maioria das vezes, de incentivo fiscal e fundos especiais do Estado.

O sonho de ensinar valores humanos continua, mas antes disso, alguém tem de se engajar em garantir uma vida mais humana às classes baixas.



http://www.estilomadonna.com.br/

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